Obstetrícia

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Tipos de Parto

Normal ou Cesariana? Como Escolher?

A missão de decidir pelo parto normal ou cesárea pode apavorar algumas mulheres, mas se forem bem esclarecidas sobre cada um deles terão elementos para fazer a melhor escolha.

O parto normal é o mais natural para a mãe e para o bebê. Normalmente a paciente entra em trabalho de parto próximo da 40ª semana de gestação e, nessas circunstâncias, deve ser internada na maternidade e iniciada sua assistência ao parto. Nas primeiras horas do trabalho de parto a paciente vai perceber contrações uterinas a cada dez minutos ou menos, a bolsa das águas pode estar íntegra ou já ter rompido e começa a dilatação do colo uterino. Conforme o processo vai avançando, as contrações vão se intensificando e o desconforto aumenta. A paciente pode ser submetida à analgesia de parto, técnica anestésica que ameniza muito a dor mas não tira a força motora da mulher, permitindo que ela colabore fazendo força com a parede abdominal e com o períneo, facilitando a expulsão do bebê. A presença do marido ao lado da paciente durante todo o trabalho de parto é fundamental, dando apoio à mulher e estabelecendo, desde o início, um forte vínculo familiar. A paciente fica internada, em média, por dois dias.

A cesárea é uma opção cirúrgica para as pacientes que não podem ou não querem passar pelo parto normal. Nesta situação a paciente é internada já em trabalho de parto ou fora de trabalho de parto. Normalmente, a anestesia aplicada é a raquidiana (“raqui”).

A cirurgia consiste numa incisão acima do osso da púbis com mais ou menos nove a dez centimetros e abertura da parede abdominal em sete camadas distintas até atingir o útero. Assim que o útero é aberto, aspira-se o líquido amniótico e extrai-se o feto. Finalizada a extração do feto e, na sequência da placenta, fecham-se todas as camadas até a pele. A paciente permanece internada por pelo menos três dias.

As indicações absolutas de cesárea são pelo menos duas cesáreas anteriores, feto em apresentação pélvica, pacientes submetidas a cirurgia de miomectomia prévia ou outras anomalias do canal de parto que pareçam impedir o parto vaginal. Quando o feto é considerado macrossômico, isto é, seu peso ao ultrassom ultrapassa os quatro quilos, a cesárea também está indicada.

O mais importante, a meu ver, é a relação de confiança e honestidade entre médicos e pacientes. A discussão dos anseios do casal, a prática do obstetra, sua disponibilidade... todos esses fatores devem ser considerados para que, na medida do possível, haja condições de opção.

É muito importante ressaltar que nem sempre é possível escolher; em algumas situações de emergência ou se o caso da paciente tiver algumas peculiaridades caberá ao médico indicar o que ele julgar melhor para garantir a saúde da mãe e do bebê.