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Mariana Ferrão desabafa sobre o primeiro parto: "O sonho perfeito terminou como eu não esperava"

Convidada para intermediar o evento Saúde da Mulher & Sexualidade, Mariana Ferrão surpreendeu as convidadas na Estação São Paulo com o depoimento sobre o nascimento de seus filhos. A apresentadora do Bem Estar passou por duas experiências bem diferentes - uma traumática no parto de Miguel, em 2013, e outra exatamente do jeito que sonhou na chegada de João, em 2016.

"No final de 2012 eu resolvi que queria ser mãe e encasquetei que queria ir para a Tailândia. Eu tive a sensação que seria um lugar que eu ficaria absolutamente presente e eu estava precisando daquilo naquele momento", contou Mariana. No caminho para um templo budista em Chiang Mai, ela e o marido, o jornalista André Luiz Costa, conheceram um motorista que os aconselhou a pedir ajuda a Buda para engravidar. "Ele disse 'pede pra Buda que eu tenho certeza que daqui três meses você vai me ligar dizendo que está grávida'", lembrou Mariana. 

Eles se depararam com um painel cheio de professias chinesas e a apresentadora pegou um. "A última frase era: a vida que você está gerando dentro de você, com certeza, é de um menino. Eu me arrepio até agora de lembrar dessa história. O papel foi o enfeite da porta da maternidade do Miguel", confessou. "Aquela história toda foi tão marcante no começo da minha gestação que era tudo como se fosse um sonho perfeito".

O início do pesadelo

Quando a bolsa estourou na madrugada do dia 19 de setembro, Mariana foi para a maternidade acreditando que teria um parto normal, como sonhou durante toda a gestação. Com pouca dilatação, ela aguardou no pré-parto por horas. "Às sete horas da manhã trocou o turno da enfermagem. Eu tinha acabado de fazer o exame de toque, mas a enfermeira disse que precisava refazer para ver se dilatou mais um pouquinho. Dez minutos depois toca o telefone e era o meu médico, que não tinha ido até o hospital ainda". Mariana recorda a bronca que levou do profissional por ter permitido o exame. "Ele disse: 'você não sabe que isso aumenta o risco de infecção?' Claro que eu não sei, você é o médico. Imagina eu que estava lá desde meia-noite, parindo um filho pela primeira vez, absolutamente ansiosa, entregue, sem ninguém pra me acolher naquele momento ter que ouvir isso do meu médico?".

Quando ele chegou ao hospital começou a preparar os procedimentos para o parto cirúrgico. "Fui para a cesárea sem saber direito o que estava acontecendo. Dez dias depois, eu estava amamentando e quando levantei senti uma puxada e o corte da cesárea abriu, senti muita dor", lembra. "Foi a primeira vez que vi o corte, que vi meu corpo diferente do que ele era e me bateu toda a história que tinha passado, o sonho perfeito que terminou de um jeito que eu não esperava. Chorei pra caramba", desabafou.

Dois anos e meio depois, a experiência na segunda gravidez foi totalmente diferente. No terceiro mês de gestação ela começou a fazer exercícios de assoalho pélvico com a fisioterapeuta Mirca Ocanhas"Não acredito que existia esse mundo que eu desconhecia e que estava dentro de mim. A Mirca foi minha doula no parto do João, que nasceu em fevereiro de 2016 sem anestesia, de parto normal, em duas horas de trabalho de parto no hospital. Informação mudou tudo", confessou.

O evento promovido por Mirca e pela ginecologista Flávia Fairbanks foi para consicentizar as mulheres da importância do fortalecimento e cuidados com o assoalho pélvico. O enfraquecimento desses músculos pode causar incontinência urinária e fecal e também prejudicar a vida sexual. "Estou aqui porque acredito demais nessa causa. E porque isso realmente mudou a minha vida", disse Mariana. 

Fonte: Caras