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Junho: Mês Internacional de Conscientização da Infertilidade

Exames para diagnosticar a Infertilidade

Após a consulta com anamnese e análise física, o especialista poderá solicitar exames para identificar a causa da infertilidade e iniciar um tratamento. Os principais exames são:

Para o casal:

Tipo Sanguíneo e fator Rh

Cariótipo: avalia os cromossomos, o risco de aborto e malformações para o feto;

Sorologias: HIV, HTLV, sífilis, hepatite B e C, Zika vírus e IgM.

Para mulheres:

FSH/LH e estradiol: do 2º ao 5º dia do ciclo – avalia a reserva ovariana e auxilia no diagnóstico de SOP e falência ovariana;

Hormônio anti-mulleriano: auxilia no diagnóstico de baixa reserva ovariana;

TSH, T4 livre;

Prolactina;

Ultrassom pélvico transvaginal com contagem de folículos antrais;

Histerossalpingografia.

Existem outros exames específicos, como a histeroscopia diagnóstica, ressonância magnética de pelve, ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, entre outros, que serão solicitados ao longo da investigação, se o especialista julgar necessário.

Para homens:

Espermograma.

Existem outros exames específicos, como o ultrassom de bolsa testicular com doppler, fragmentação do DNA espermático e microdeleção do cromossomo Y que analisam a fertilidade. Caso seja necessário para o casal em questão, o urologista especialista em reprodução humana solicitará.

Quando considerar a Infertilidade

A infertilidade caracteriza-se pela ausência de gravidez após um ano de vida sexual ativa, sem o uso de métodos contraceptivos. Dessa forma, se após um ano de tentativas o casal não alcançar sucesso na gravidez, deve avaliar as causas da infertilidade junto aos especialistas, analisando as chances do casal e se necessário considerar tratamentos.

Para os casais em que a mulher tem 35 anos ou mais, o prazo reduz para seis meses de tentativas. Alguns estudos apontam que casais com infertilidade sem causas aparentes, em que a mulher tem idade superior a 30 anos, a probabilidade de gestação cai para 9% para cada ano, além de cair 2% a cada mês adicional, quando a infertilidade do casal persiste após três anos e meio.

Supõe-se que 1 a cada 7 casais em idade reprodutiva apresentará dificuldade para engravidar.

Principais Causas da Infertilidade

Os principais indicativos de infertilidade feminina são:

  • Idade: a partir dos 35 anos, as chances de uma mulher engravidar caem de forma expressiva e, continuam diminuindo até os 45 anos, quando a taxa mensal se aproxima do 0%;
  • Endometriose: o útero é coberto internamente por um tecido chamado endométrio, que cresce a cada mês e é eliminado durante a menstruação. O que caracteriza a endometriose é a formação de cistos e nódulos deste tecido, fora do local correto;
  • Ovários policísticos: pequenos folículos (microcistos de até 10mm) que surgem nos ovários, associados a menstruação irregular e a alta produção de hormônios androgênicos (masculinos);
  • Causas tubárias: a obstrução tubária impede a captação e o transporte do óvulo, de forma que não há possibilidade de sua fertilização pelo espermatozoide;
  • Problemas na ovulação: ovulação irregular ou ausência de ovulação;
  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP): infecção causada por bactérias e micro-organismos que atingem o útero, tubas e ovário;
  • Sinéquias uterinas: tecido cicatricial fibroso interno como resultado de cirurgia, lesão, inflamação, infecção ou tratamento com radiação.

Já os principais indicativos de infertilidade masculina são:

  • Idade: os espermatozoides começam a perder motilidade com o passar dos anos;
  • Problemas na produção de espermatozoides: quantidade de espermatozoides baixa e/ou com déficit funcional;
  • Bloqueio de transporte do sêmen: quando existem obstruções nos túbulos que conduzem o espermatozoide dos testículos para o líquido que será ejaculado;
  • Problemas hormonais: a baixa produção de hormônios pode afetar os níveis de testosterona nos testículos e causar a baixa produção de espermatozoides;
  • Problemas sexuais: estão ligados à disfunção erétil ou a ejaculação e podem dificultar a entrada do sêmen para o trato urinário feminino;
  • Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs): infecção pelo HPV, HIV, hepatite B, clamídia, gonorreia, entre outras. Algumas possuem fácil tratamento, já outras exigem tratamentos mais longos;
  • Criptorquidia: ocorre quando o menino nasce com os testículos dentro do abdome, fora da bolsa testicular;
  • Varicocele: é uma deficiência das válvulas nas veias do canal espermático, encarregadas pelo fluxo de sangue do órgão masculino.

Prevenção da Infertilidade

As recomendações para prevenir a infertilidade são muito parecidas em ambos os sexos. No caso dos homens é necessário evitar a exposição a produtos químicos prejudiciais, evitar o tabagismo, álcool e infecções sexualmente transmissíveis. Eles também devem evitar o estresse térmico de roupas íntimas apertadas e esteroides anabolizantes, pois podem ser prejudiciais para a produção de esperma.

Já a mulher que deseja engravidar deve antes de tudo ter um estilo de vida saudável, sem abuso de álcool, sem tabagismo ou uso de drogas, uma alimentação balanceada, estar dentro do peso ideal, fazer exercícios físicos regularmente, ter um acompanhamento médico, tratar doenças preexistentes e fazer check-up ginecológico anual, além de ter sua saúde bucal em dia.

Tratamentos para Infertilidade

Os principais tratamentos de reprodução humana utilizados para a infertilidade são o coito programado ou relação sexual programada, indicado para mulheres que têm problemas na ovulação; inseminação intrauterina, para o homem que tem uma alteração de leve a moderada no sêmen; fertilização in vitro (FIV) que é indicada para diversos problemas, entre eles, as alterações tubárias, endometriose, baixa qualidade dos óvulos e alterações importantes do sêmen.

Para mulheres que sofrem com a Síndrome dos Ovários Policísticos, por exemplo, pode ser indicado o uso de medicamentos, dessa forma é realizada a indução da ovulação.

O tratamento cirúrgico é indicado em casos de miomas, pólipos ou malformações uterinas, alterações tubárias corrigíveis e endometriose. O procedimento geralmente é minimamente invasivo utilizando as técnicas de laparoscopia e a histeroscopia. Já para os homens a indicação é feita em casos de varicocele, para realizar a reversão da vasectomia ou quando não há espermatozoides no sêmen ejaculado (azoospermia). 

Fonte: Carla Iaconelli

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