Sexualidade feminina durante gestação e período pós-parto necessita compreensão e paciência

Ao decidir ter um filho, a mulher precisa estar ciente de que passará por uma das mudanças mais profundas e definitivas de toda sua vida

A transformação de mulher-amante em mulher-mãe não é nada fácil. Há uma alteração na figura feminina voltada para si e para o seu parceiro. A chegada de um bebê transforma-o na pessoa mais importante da casa e, por sua vez, a mulher é responsável pela nutrição e cuidados necessários nos primeiros meses de vida daquele ser, vendo-se, muitas vezes, obrigada a deixar de lado outras prioridades.

Ouvir o bebê chorar as deixa angustiadas, amamentar não é fácil, passar noites e noites acordando a cada hora e meia deixa qualquer uma deprimida. E é justamente nessa realidade que, após a famosa “quarentena” – período de cerca de 30 a 40 dias pós-parto em que não se deve ter relações sexuais –, o marido sonha em reencontrar a esposa, mas ela sabe que esse reencontro não será fácil.

“Os parceiros aguardam ansiosamente por esse grande dia; muitos deles estiveram cultivando um jejum sexual desde os últimos meses da gestação, pois poucas mulheres conseguem ter relações normais até o parto, onde encontrem satisfação que sobreponha os incômodos da fase final da gestação. A ansiedade que banha esse momento de reestréia sexual no casal é grande”, declara Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista especializada em sexualidade feminina.

Segundo a médica, existe uma explicação científica para justificar a dificuldade das mulheres em retomar a vida sexual após o parto. “A mulher que deu à luz recentemente enfrenta uma redução muito acentuada na libido. Diversos fatores podem explicar tal situação, muitos relacionados aos altos níveis de prolactina (hormônio responsável pela manutenção do aleitamento), mas que também causa secura vaginal e diminuição do desejo sexual. Outros fatores estão relacionados ao cansaço, próprio desta fase de grande privação de sono e também ao processo de cicatrização dos procedimentos utilizados no parto”, diz.

Dra. Flávia ressalta a importância do bom relacionamento entre médico e paciente para amenizar tais dificuldades. “Ouvir a paciente, conversar abertamente sobre questões delicadas e explicar conceitos médico-científicos facilitam a passagem por este período turbulento e tornam a mulher muito mais feliz e realizada”, finaliza Dra. Flávia.

Dra Flavia Fairbanks

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Novos anticoncepcionais à base de drospirenona aumentam o risco de tromboembolismo venoso

www.news.med.br/p/pharma-news/246645/novos+anticoncepcionais+a+base+de+d.htm

Novos anticoncepcionais à base de drospirenona aumentam o risco de tromboembolismo venoso comparados às pílulas de terceira geração, de acordo com estudo publicado pelo Canadian Medical Association Journal
Novas pílulas anticoncepcionais à base de drospirenona (Yaz e Yasmin, por exemplo) podem levar ao maior risco de tromboembolismo venoso quando comparadas às pílulas mais antigas de segunda ou terceira geração.


O estudo populacional de coorte realizado por pesquisadores israelenses foi publicado pelo Canadian Medical Association Journal e acompanhou as participantes por sete anos. Foram estudadas 330 mil mulheres que estavam em uso de anticoncepcionais orais à base de drospirenona (Yaz e Yasmin, por exemplo). Os resultados mostraram que estas pílulas mais recentes no mercado levavam a um risco maior de formação de coágulos sanguíneos (tromboembolismo venoso). Este risco é mais acentuado nos primeiros meses de uso desta medicação. Passados os primeiros quatro meses de uso da drospirenona, o risco já diminui.

No geral havia pouco mais de seis casos de coágulos venosos por 10 mil usuárias de pílula a cada ano no estudo. Mas o risco passou de 43% para 65% com pílulas contendo drospirenona, em comparação com as mais antigas, chamadas pílulas de segunda ou terceira geração. Este novo risco significa a formação de oito a dez coágulos por 10 mil mulheres por ano.

É importante lembrar que todos os anticoncepcionais estão associados ao maior risco de trombose e uma mulher que tenha outros fatores de risco para a formação de coágulos sanguíneos (fumantes, obesas, hipertensas, etc) deve procurar seu médico e avaliar o uso de métodos contraceptivos alternativos. Mulheres fumantes com mais de 35 anos não devem usar pílulas anticoncepcionais.

Deve ser levado em consideração que outros métodos podem não ser tão efetivos para evitar a gravidez, que por si só também é um grande fator de risco para a trombose venosa. Para cada 10 mil mulheres que ficam grávidas em um ano, cerca de vinte irão apresentar tromboembolismo venoso. Comparando com uma taxa de trombose de seis mulheres em 10 mil entre as usuárias de pílulas e com três em 10 mil naquelas que não usam contraceptivos orais.

Fonte: Canadian Medical Association Journal
 
Portal Terra | Especial sobre anticoncepcionais

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