Primeira visita ao ginecologista deve ser realizada no início do desenvolvimento sexual secundário

Crescimento mamário, surgimento dos pelos pubianos e axilares demonstram momento mais indicado para iniciar consultas regulares com ginecologista

É polêmico afirmar com exatidão quando a adolescente deve procurar o ginecologista pela primeira vez. Seria na primeira menstruação? Quando começa a atividade sexual? Quando surgem as espinhas e, eventualmente, um problema hormonal?

Segundo especialistas, não há uma regra absoluta. A única unanimidade está em relação à importância que o acompanhamento ginecológico possui para as mulheres. “O ginecologista pode ser considerado o médico integral da mulher, já que é aquele que a acompanha desde a adolescência até a senilidade, participando dos momentos mais especiais de sua vida, tais como: primeira menstruação, primeiras relações sexuais, gestação e menopausa”, afirma Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista especializada em sexualidade humana.

A médica defende que as meninas devem visitar um especialista ao iniciarem seu desenvolvimento sexual secundário, ou seja, quando começa o crescimento mamário e o aparecimento dos pelos pubianos e axilares. “É nesta fase que alguns diagnósticos de normalidade ou de alguns transtornos já podem ser firmados, como malformações do aparelho reprodutivo, alterações hormonais mais graves e, como na maioria dos casos, o diagnóstico que a adolescente é saudável”, declara.

Dra. Flávia revela que, atualmente, os assuntos que mais despertam interesse nas jovens são as temíveis doenças sexualmente transmissíveis: sua forma de contágio, sintomas, tratamentos disponíveis e vacinas, além dos anticoncepcionais. “Também ganha espaço a sexualidade das adolescentes: a qualidade da relação, dores na relação sexual, busca e obtenção de prazer. Parece-nos que a mulher aprendeu a buscar sua satisfação desde o início da prática sexual, o que melhora sua qualidade de vida global”, diz a ginecologista.

Essa relação mais franca entre médico e paciente deve-se, segundo a profissional, à melhor comunicação e entendimento entre as gerações de mães e filhas atuais, bem como à facilidade de informação pela mídia. “Encontrar um profissional com quem se identifique é fundamental para garantir que ela vá expor realmente suas aflições e evite tomar atitudes sem respaldo médico, como iniciar o uso de anticoncepcionais sem supervisão profissional, por exemplo. O ginecologista dispõe de meios - tanto pela entrevista verbal da consulta quanto pelos exames complementares -, para garantir a saúde reprodutiva e psicológica da paciente, criando, assim, um vínculo forte e duradouro, que poucos obstáculos podem danificar”, finaliza.

Dra Flavia Fairbanks

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