Mitos e verdades sobre a pílula do dia seguinte

Mitos e verdades sobre a “Pílula do Dia Seguinte”
Dúvidas sobre os efeitos do medicamento e as perguntas mais frequentes levantadas pelas mulheres são esclarecidas por ginecologista especializada em sexualidade humana
Indicada como contraceptivo de emergência, a pílula do dia seguinte possui uma alta dose de hormônio, cerca de 20% a mais do que a de uma drágea de anticoncepcional tradicional. "O organismo é exposto a uma grande quantidade de hormônios, portanto o uso deste método deve ser esporádico, ou seja, apenas quando há falha do contraceptivo adotado pelo casal. Além disso, se tomada repetidas vezes, a mulher corre o risco de engravidar", alerta a ginecologista e obstetra Dra. Flávia Fairbanks.
Segundo a médica, há no mercado dois tipos de medicamento: um em dose única e outro em dois comprimidos. Neste caso, o primeiro comprimido deve ser administrado logo após a relação sexual e, o outro, 12 horas depois. Dra. Flávia ainda ressalta o risco de doenças sexualmente transmissíveis, já que nenhum contraceptivo protege contra possíveis contaminações. “O ideal é que, além de um anticoncepcional tradicional, a mulher solicite ao parceiro também a utilização de preservativo. Porém, se o uso da pílula do dia seguinte for necessário, deve-se tomar o medicamento até 72 horas após a relação sexual” afirma.
Algumas polêmicas sugerem que o contraceptivo de emergência seja um abortivo, mas a médica garante que isso é mito. “A função da pílula é agir antes que a gravidez ocorra. Caso o óvulo ainda não tenha sido fecundado, o medicamento aumentará o muco cervical, localizado no colo do útero, para impedir a passagem dos espermatozóides. Se a fecundação já ocorreu, haverá uma descamação no colo, o que impedirá a implantação do óvulo fecundado. Caso o ovo já tenha sido implantado e a gravidez iniciada, a pílula não terá efeito”, explica.
Apesar de ser necessária a receita médica, é possível a compra do medicamento sem prescrição. Porém, Dra. Flávia orienta a procura pelo ginecologista após o uso do medicamento. “A pílula do dia seguinte possui contra-indicações, pode alterar o ciclo menstrual, provocar dores de cabeça, náuseas e vômitos. Portanto, a mulher deve ir ao ginecologista de sua confiança para realizar exames, se necessário, e adotar um método anticoncepcional adequado”, complementa.
A médica ressalta que a pílula do dia seguinte não deve ser adotada como método anticoncepcional e possui contra-indicações para quem sofre de alguma doença do sangue, vascular, hipertensão ou obesidade mórbida. “Isso porque a grande quantidade de hormônio pode provocar pequenos coágulos no sangue que obstruem os vasos”, finaliza.
Mitos e verdades sobre a “Pílula do Dia Seguinte”

Dúvidas sobre os efeitos do medicamento e as perguntas mais frequentes levantadas pelas mulheres são esclarecidas por ginecologista especializada em sexualidade humana

Indicada como contraceptivo de emergência, a pílula do dia seguinte possui uma alta dose de hormônio, cerca de 20% a mais do que a de uma drágea de anticoncepcional tradicional. "O organismo é exposto a uma grande quantidade de hormônios, portanto o uso deste método deve ser esporádico, ou seja, apenas quando há falha do contraceptivo adotado pelo casal. Além disso, se tomada repetidas vezes, a mulher corre o risco de engravidar", alerta a ginecologista e obstetra Dra. Flávia Fairbanks.

Segundo a médica, há no mercado dois tipos de medicamento: um em dose única e outro em dois comprimidos. Neste caso, o primeiro comprimido deve ser administrado logo após a relação sexual e, o outro, 12 horas depois. Dra. Flávia ainda ressalta o risco de doenças sexualmente transmissíveis, já que nenhum contraceptivo protege contra possíveis contaminações. “O ideal é que, além de um anticoncepcional tradicional, a mulher solicite ao parceiro também a utilização de preservativo. Porém, se o uso da pílula do dia seguinte for necessário, deve-se tomar o medicamento até 72 horas após a relação sexual” afirma.

Algumas polêmicas sugerem que o contraceptivo de emergência seja um abortivo, mas a médica garante que isso é mito. “A função da pílula é agir antes que a gravidez ocorra. Caso o óvulo ainda não tenha sido fecundado, o medicamento aumentará o muco cervical, localizado no colo do útero, para impedir a passagem dos espermatozóides. Se a fecundação já ocorreu, haverá uma descamação no colo, o que impedirá a implantação do óvulo fecundado. Caso o ovo já tenha sido implantado e a gravidez iniciada, a pílula não terá efeito”, explica.

Apesar de ser necessária a receita médica, é possível a compra do medicamento sem prescrição. Porém, Dra. Flávia orienta a procura pelo ginecologista após o uso do medicamento. “A pílula do dia seguinte possui contra-indicações, pode alterar o ciclo menstrual, provocar dores de cabeça, náuseas e vômitos. Portanto, a mulher deve ir ao ginecologista de sua confiança para realizar exames, se necessário, e adotar um método anticoncepcional adequado”, complementa.

A médica ressalta que a pílula do dia seguinte não deve ser adotada como método anticoncepcional e possui contra-indicações para quem sofre de alguma doença do sangue, vascular, hipertensão ou obesidade mórbida. “Isso porque a grande quantidade de hormônio pode provocar pequenos coágulos no sangue que obstruem os vasos”, finaliza.

Dra Flavia Fairbanks

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Distúrbios da Menstruação

Representam queixa muito comum, seja pelo aumento exagerado do fluxo menstrual - podendo chegar à anemia ou hemorragia - ou, em outros casos, à redução e até suspensão da menstruação, indicando eventual problema hormonal.

As alterações devem ser sempre avaliadas pelo ginecologista que tem condições de examinar a paciente e solicitar exames para esclarecimento da causa.

As causas mais comuns de aumento do fluxo são os miomas, as infecções uterinas, a adenomiose, os pólipos uterinos, as hiperplasias e a endometriose.

Em relação à redução/suspensão do fluxo temos a hiperprolactinemia, os ovários policísticos, problemas da tireóide e aumento dos androgênios como principais causas.

O tratamento depende da causa e pode ser clínico ou cirúrgico. Os medicamentos envolvidos podem ser anticoncepcionais orais, antiinflamatórios, corticóides, hormônios da tireóide ou outros. As cirurgias dependem de cada caso.