Alterações nos níveis de glicose durante a gravidez aumentam risco de a mulher desenvolver diabetes

Questão foi divulgada após uma pesquisa feita no Institute for Clinical Evaluative Sciences, do Canadá

Mais de 15 mil mulheres com idades entre 20 e 49 anos e que tiveram alterações na glicemia durante a gravidez - mas não receberam o diagnóstico de diabetes gestacional - foram monitoradas pelo instituto com o intuito de determinar o risco destas gestantes desenvolverem a doença.

Os dados colhidos foram comparados com informações de mais de 60 mil gestantes sem alterações no açúcar sanguíneo, sendo que todas as mulheres foram acompanhadas por mais de seis anos após o parto. Ao final do período, aquelas que tinham alguma anormalidade nas taxas de glicose tiveram um risco cerca de 2,5 vezes maior de desenvolver diabetes no futuro.

A taxa de incidência da doença foi de cinco casos a cada mil pessoas entre aquelas com glicose alterada. E de 1,7 caso entre as que não apresentaram o problema.

Recentemente, novas pesquisas começaram a sugerir que mesmo pequenas alterações da glicemia podem aumentar o risco de diabetes. “Normalmente, o diabetes gestacional desaparece após o parto. Mas estudos revelam que pacientes com a doença têm um risco maior de desenvolver o problema no futuro”, revela a ginecologista Dra. Flávia Fairbanks.

Para detectar um possível diabetes gestacional, é indicada às mulheres a realização de um exame no segundo trimestre da gravidez que consiste na ingestão oral de uma dose de 50 gramas de glicose. “O sangue é colhido posteriormente, em dois momentos. Quando há alterações nos resultados, é realizado outro exame, com uma dose maior de glicose” afirma Dra. Flávia.

No período gestacional, o diabetes atinge cerca de 7% das mulheres brasileiras. “A realização do exame na fase pré-natal está entre os mais importantes para as gestantes”, finaliza a ginecologista.

Dra Flavia Fairbanks

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Ginecologia
Anorgasmia PDF  | Imprimir |  E-mail

A dificuldade ou incapacidade em atingir o orgasmo representa outra causa muito comum de queixa sexual entre as mulheres, e merece especial atenção porque costuma anteceder a falta completa de desejo. Uma vez que a paciente vive repetidamente a frustração de não conseguir atingir o orgasmo vai perdendo o interesse sexual, até que desenvolva a falta de desejo ou até mesmo a aversão sexual.

O diagnóstico é feito pelo terapeuta sexual, mas muitas vezes o ginecologista será a primeira pessoa para quem a mulher se queixa. O tratamento, como em outros problemas sexuais, passa pela avaliação médica e ginecológica completa; afastadas doenças gerais, encaminha-se a paciente à terapia sexual. Através de técnicas específicas, o terapeuta pode buscar a raiz do problema e tratá-la adequadamente; após algum tempo de acompanhamento a paciente consegue voltar a ter prazer nas relações.

 
Alterações das Mamas, Dores Mamárias PDF  | Imprimir |  E-mail

Na adolescência

Durante a puberdade, os seios têm seu crescimento estimulado pelos hormônios sexuais, que atuam até por volta dos 20 anos de idade. O desenvolvimento dos tecidos adiposo e conectivo aumenta sob a influência de outros hormônios, como a progesterona, prolactina, corticóides e hormônio do crescimento.

O aumento dos níveis de estrógenos e de progesterona estimulam o desenvolvimento glandular. As mamas tendem a se tornar esféricas devido ao aumento do tecido adiposo. Pode haver o aparecimento de uma aréola secundária que na semiologia médica é conhecida como Sinal de Hunter.

Durante a gravidez

A lactação tende a manter as mudanças ocorridas durante a gravidez. Em seu início e durante as primeiras horas, os repetidos movimentos de sucção por parte do recém nascido acabam por provocar a saída de uma secreção espessa e amarelada, rica em colesterol, chamada colostro.

A região dos seios é uma das que primeiro sofre modificações durante a gravidez. Eles aumentam de volume e vasos sanguíneos podem ficar visíveis. A aréola fica com uma coloração mais escurecida e surge a aréola secundária. Glândulas sebáceas podem hipertrofiar-se no mamilo e na aréola.

Ao final da gestação surgem as primeiras secreções de colostro, líquido fino e amarelado, fundamental na alimentação do bebê em seus primeiros dias de vida, pois é rico em anticorpos e pró vitamina A.
 
Preparando a Mulher para a Gestação PDF  | Imprimir |  E-mail
EM BREVE
 
Fertilidade e Período Fértil PDF  | Imprimir |  E-mail

Muitas pacientes questionam até quando podem esperar para engravidar, e outras que já estão tentando a gestação querem saber a partir de quando devem se preocupar se o casal tem alguma dificuldade para engravidar. A resposta é pouco exata, mas sabemos que, se um casal tenta gestação há mais de um ano, tendo relações sexuais frequentes (pelo menos 1 a 2 vezes por semana) sem usar nenhum método anticoncepcional e não consegue engravidar, já devemos iniciar a pesquisa com exames específicos de esterilidade.

A investigação, obrigatoriamente,  envolve homem e mulher. A parte masculina é mais simples, pois só é necessário confirmar se há produção adequada de espermatozóides. Logo, solicitamos dois espermogramas. A parte feminina já é mais complexa e vários fatores devem ser analisados. Solicitamos, rotineiramente, a pesquisa hormonal, a histerossalpingografia, pesquisa de infecções genitais e monitorização da ovulação pelo ultrassom.

De acordo com os resultados, descobrimos se o prognóstico do casal será mais ou menos favorável, o que implicará em encaminhá-los para tratamentos de baixa complexidade (como indução de ovulação e inseminação artificial intra-útero) ou alta complexidade (fertilização in vitro).

No consultório particular podemos fazer os tratamentos de baixa complexidade, enquanto os de alta complexidade são encaminhados para centros especializados em reprodução assistida.

 

 
Miomas PDF  | Imprimir |  E-mail

É uma doença benigna causada pela formação de nódulos no útero, que podem ser únicos ou múltiplos. Os miomas dependem dos hormônios femininos para crescer, então ocorrem, principalmente, em mulheres adultas a partir dos 30 anos. São muito comuns atingindo cerca de 30% das mulheres.

Os sintomas mais comuns nas pacientes com miomas são: aumento do sangramento menstrual, dor pélvica, dificuldade para engravidar, anemia e sintomas de compressão na bexiga (sensação de esvaziamento incompleto ou peso na bexiga) ou compressão no canal intestinal.

O tratamento pode ser feito de várias formas, incluindo medicamentos para alívio da dor e do sangramento (antiinflamatórios, pílula anticoncepcional), cirurgia que remove só os miomas (miomectomia) ou todo o útero (histerectomia) e também a obstrução do fluxo sanguíneo dos miomas com consequente redução do tamanho dos mesmos (embolização).

A escolha do melhor tratamento para cada caso dependerá do médico e da paciente, que avaliarão cada caso em relação à intensidade dos sintomas e ao desejo de gestação futura da paciente.

 

 
Dores Pélvicas PDF  | Imprimir |  E-mail

As dores pélvicas são divididas em agudas e crônicas. Dor pélvica crônica é definida como a sensação dolorosa que acomete a pelve e tem duração maior ou igual a seis meses.

Caracteriza-se dor pélvica uma sensação dolorosa no andar inferior do abdome ou pelve, suficientemente intensa para levar a paciente a procurar atendimento médico. As mulheres com dor pélvica possuem, geralmente, diversas comorbidades; sendo assim, a enfermidade é caracterizada como uma síndrome.

Sua prevalência é estimada entre 15% a 20% das mulheres em idade reprodutiva. Representa, também, de 10% a 40% das indicações de laparoscopias e de 15% das indicações de histerectomia.

As causas de dor pélvica podem ser divididas em ginecológicas e não ginecológicas. Entre as primeiras, a endometriose ocupa lugar de destaque, sendo encontrada em cerca de 40% dessas mulheres. Outras causas ginecológicas são: adenomiose, aderências pélvicas, leiomioma e varizes pélvicas.

As causas não ginecológicas podem originar-se de diversos órgãos com topografia pélvica. As principais causas gastro-intestinais, por exemplo, são a obstipação crônica e a síndrome do cólon irritável.
 
Corrimentos e Infecções Ginecológicas PDF  | Imprimir |  E-mail

Toda mulher apresenta uma secreção vaginal que varia de acordo com o ciclo menstrual, não tem nenhum odor, é transparente, não causa prurido ou ardor, sendo considerada normal. Quando essa secreção perde as características mencionadas e passa a ter odor desagradável, prurido, ardor ou cor diferente (esverdeada, amarelada ou outra) devemos pensar que se trata de um corrimento.

Os corrimentos vaginais são causados por microorganismos que podem ser bactérias, fungos ou protozoários. Cada um deles costuma ter características próprias, mas também podem se confundir. Daí, a necessidade de um exame ginecológico completo e alguns exames auxiliares para fechar o diagnóstico.

As formas clínicas mais comuns são a candidíase vulvovaginal e a vaginose bacteriana. Na candidíase, temos como principal característica a coceira muito intensa na vulva e na cavidade vaginal associada a um corrimento branco ou branco-esverdeado com aspecto de leite coalhado. Na vaginose, o que mais chama a atenção é um corrimento aquoso transparente ou acinzentado com odor muito desagradável, que piora após as menstruações ou relações sexuais.

O tratamento pode ser feito com medicamentos locais tipo cremes vaginais ou por via oral.

O parceiro pode ser tratado de acordo com os sintomas que ele apresente ou se as infecções na mulher forem recorrentes.

 

 
Distúrbios da Menstruação PDF  | Imprimir |  E-mail

Representam queixa muito comum, seja pelo aumento exagerado do fluxo menstrual - podendo chegar à anemia ou hemorragia - ou, em outros casos, à redução e até suspensão da menstruação, indicando eventual problema hormonal.

As alterações devem ser sempre avaliadas pelo ginecologista que tem condições de examinar a paciente e solicitar exames para esclarecimento da causa.

As causas mais comuns de aumento do fluxo são os miomas, as infecções uterinas, a adenomiose, os pólipos uterinos, as hiperplasias e a endometriose.

Em relação à redução/suspensão do fluxo temos a hiperprolactinemia, os ovários policísticos, problemas da tireóide e aumento dos androgênios como principais causas.

O tratamento depende da causa e pode ser clínico ou cirúrgico. Os medicamentos envolvidos podem ser anticoncepcionais orais, antiinflamatórios, corticóides, hormônios da tireóide ou outros. As cirurgias dependem de cada caso.