Aborto de repetição tem tratamento

Avanço da medicina nos últimos anos permitiu que o problema – diferente da dificuldade em engravidar - fosse detectado e, na maioria dos casos, revertido para que a mulher realize o sonho da maternidade

O aborto de repetição é detectado quando a mulher não consegue levar a gestação adiante, ocasionando perda prematura e espontânea de duas, três ou mais gravidezes consecutivas. Nos últimos anos, algumas pesquisas científicas desenvolvidas trouxeram explicações que justifiquem o problema, bem como tratamentos eficientes no combate ao aborto de repetição. Os fatores mais comuns para a causa da perda gestacional prematura são: alterações intra-uterinas, má formação , fatores imunológicos e até carência de vitaminas.

Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Flávia Fairbanks, para todos esses fatores há possibilidade de tratamentos capazes de reverter a situação. “Tanto para casos de má formação quanto alterações intra-uterinas, dependendo de uma complexidade que seja factível, é possível, através de uma intervenção cirúrgica, corrigir o problema na anatomia da mulher”, afirma.

Para a médica, no caso de carência de vitaminas, a solução é ainda mais simples. “Em alguns casos há baixa dosagem de vitamina D. A reposição pode ser feita de forma muito simples, através de ingestão de algumas gotas semanalmente em fórmulas desenvolvidas em farmácias de manipulação. Aliado a isso, também se deve, de forma moderada, expor-se ao sol, o que auxilia na fixação da vitamina D, entre outros benefícios”, revela Dra. Flávia.

Um tratamento alternativo que pode ser associado é a reposição de progesterona. “Não há nenhuma contra indicação, já que é um hormônio liberado pela própria placenta da paciente durante a gestação e que também ajuda na fixação da gravidez”, declara a obstetra.

Também devem ser considerados os fatores imunológicos. A paciente pode ter problemas genéticos ou então fatores que foram surgindo ao longo da vida. “No caso do aborto de repetição, o organismo reage como se houvesse um corpo estranho e trabalha para expulsá-lo, combatendo a gestação e não permitindo que o embrião tenha a fixação inicial necessária ao organismo materno. Hoje em dia, através de exames laboratoriais, é possível detectar a medicação indicada para encapsular esses anticorpos produzidos pelo organismo de modo que eles não consigam agir de forma contrária ao desenvolvimento do embrião.”

Dra. Flávia alerta para a diferença entre o aborto de repetição e a dificuldade para engravidar. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra; o que pode ser considerado ainda mais frustrante para a mulher no caso do aborto de repetição, pois normalmente esse problema ocorre quando a pessoa tem uma expectativa muito grande em relação à gravidez, já que ainda não possui nenhum filho de origem natural. Ela consegue engravidar, gera grande expectativa e pouco depois perde o bebê. Trata-se de um problema sério, que deve ser encarado com atenção, pois existe a possibilidade de gerar problemas psicológicos e até mesmo desestabilizar o relacionamento conjugal”, finaliza.

Dra Flavia Fairbanks

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Sinais e Sintomas

Os principais sintomas relacionados à endometriose são as dores pélvicas, a irregularidade menstrual e a dificuldade para engravidar. As dores pélvicas podem coincidir com a menstruação (cólicas menstruais muito intensas) ou podem ocorrer fora do período menstrual, como dor pélvica crônica. As dores podem também ser percebidas durante as relações sexuais, motivo pelo qual a vida sexual dessas pacientes pode estar bastante comprometida. Ainda durante a menstruação, a paciente pode sentir dores para urinar, caso a endometriose tenha comprometido a bexiga, ou ainda dores ou sangramento para evacuar, caso haja acometimento intestinal.

Em relação à infertilidade, que pode ou não ocorrer nessas pacientes, diversos fatores podem ser atribuídos na paciente com endometriose. Quando a doença é leve (estágios 1 e 2) a endometriose pode dificultar a gestação devido ao ambiente inflamatório pélvico, considerado hostil à fecundação e desenvolvimento embrionário. Nas pacientes com doença avançada (estágios 3 e 4) tanto a inflamação difusa como as aderências entre os órgãos explicam a infertilidade.